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Como melhorar a retenção e aprendizagem no EAD

Publicado em 30 junho 2018 e escrito por

A retenção e aprendizagem no EAD é um desafio para todos os envolvidos: como o aluno é o único responsável por manter o seu foco e a disciplina nos estudos, a instituição precisa estar preparada para motivá-lo e incentivá-lo a não desistir, mesmo com as limitações de contato físico.

Ao mesmo tempo, a IES não pode ser excessivamente flexível com prazos e frequências, para não colocar em xeque a qualidade do ensino. Neste sentido, toda interação que vá além dos logs de acesso em ambiente virtual é importante para identificar possíveis insatisfações e prever movimentos futuros dos estudantes.

Uma boa estratégia de CRM que integre os diferentes canais de contato com o público poderá fazer diversos tipos de análises preditivas e ajudará a direcionar as estratégias de retenção e de aprendizagem com mais eficiência. Veja como isso é possível!

Como melhorar os índices de retenção e aprendizagem no EAD ?

Um processo de aprendizagem consistente ajuda o aluno na assimilação do conteúdo para que ele se sinta satisfeito, indique o curso aos amigos e retorne para fazer outros cursos. Assim, podemos dizer que o ciclo ideal começa com a satisfação, depois garante-se a retenção e, posteriormente, a fidelização. Mas como iniciar este ciclo?

Utilize múltiplos canais de aprendizagem

É cada vez mais difícil disputar a atenção do aluno na sala de aula com os conteúdos acessados por smartphone. Agora, imagine quando a sala de aula é o próprio computador? Por maior que seja a motivação, é realmente muito difícil se concentrar com tantos estímulos.

Neste sentido, o ambiente virtual precisa ser imersivo, despertando o envolvimento do aluno por múltiplos recursos de aprendizagem: ele precisa ser estimulado a assistir, a ler, a ouvir, a escrever, a socializar e a refletir durante todo o percurso do tópico.

O importante é sempre intercalar breves conceitos com interações, para que o cérebro compreenda a importância do que está sendo tratado e retenha mais informações.

Organize os conteúdos a partir de objetivos claros

O intervalo entre conteúdos e interações poderá ser definido de maneira estratégica, com base nos objetivos de aprendizagem determinados para cada tópico. Uma boa metodologia para orientar a coerência do plano de ensino é a Taxonomia de Bloom, criada por uma equipe multidisciplinar de especialistas em educação nos Estados Unidos.

De acordo com a teoria, o domínio cognitivo de um assunto passa por 6 fases, representadas por verbos específicos:

  • Conhecimento: memorização, recordação e identificação de conteúdo. Verbos: recordar, relatar, repetir, nomear;
  • Compreensão: tradução e interpretação dos conteúdos. Verbos: descrever, discutir, esclarecer, examinar;
  • Aplicação: utilização do conteúdo em situações práticas. Verbos: aplicar, demonstrar, empregar, ilustrar;
  • Análise: de correlações e de efeitos. Verbos: analisar, classificar, comparar, diferenciar;
  • Síntese: estabelecimento de padrões, formando novos conceitos. Verbos: articular, compor, planejar, criar;
  • Avaliação: julgamentos a respeito do aprendizado. Verbos: apreciar, avaliar, julgar, selecionar.

A partir deste modelo, deve-se organizar cada tópico do curso a distância para que atenda ao respectivo objetivo de aprendizagem, sempre intercalando atividades com os devidos verbos para garantir o envolvimento.

Monitore o desempenho em cada fase cognitiva

Ao analisar as estatísticas de cada aluno no ambiente virtual de aprendizagem, você poderá não apenas detectar notas baixas, mas também identificar em qual fase cognitiva o aluno teve mais dificuldade. Assim, o tutor pode fazer um atendimento individualizado, focado nas reais necessidades do aluno. Com a noção clara das metas que precisa atingir, o aluno ficará mais motivado a persegui-las.

Como reduzir a evasão e garantir a rematrícula?

Nessa etapa, não é apenas a dimensão acadêmica que está em jogo, mas também questões relacionadas a recursos financeiros, ao relacionamento com o aluno e à adaptação ao formato de curso a distância. Vamos às dicas!

1. Analise indicadores de nota e frequência

No último Censo EAD Brasil, de 2017, cerca de 60% das instituições entrevistadas afirmaram desconhecer os motivos da evasão de alunos, um índice que oscila entre 11% e 35% na média brasileira. Sem a clareza desses motivos, obviamente, é impossível empreender ações preventivas eficazes.

Quando o ambiente virtual está integrado a um bom CRM, o desempenho do aluno também é uma informação relevante aos responsáveis pela retenção. A interpretação de dados, como notas baixas e ausências, é determinante para evitar desistências.

Nesse sentido, é muito importante interferir imediatamente sempre que situações de risco forem identificadas. Vale lembrar que, nesses casos, e-mails e lembretes já não cumprem o papel de motivação, sendo indispensável o contato telefônico para compreender com mais clareza a situação do aluno.

2. Proponha acordos financeiros no momento certo

O Censo EAD Brasil também mostrou que a questão financeira ainda é o que mais pesa na decisão dos alunos de abandonar o curso a distância. Logo, é preciso identificar as mensalidades atrasadas em tempo de se ofertar um acordo viável para ambas as partes. O acúmulo de dívidas é o primeiro passo para a evasão definitiva.

Assim, na segunda mensalidade atrasada, já é recomendável iniciar uma negociação com os prazos e descontos necessários para a regularização. Se for preciso, procure auxiliar o aluno para obtenção de bolsas e financiamentos que o ajudem a concluir os estudos.

3. Monitore canais de relacionamento

A experiência do aluno com a escola deve ser impecável, tanto no ambiente virtual de aprendizagem, quanto nos diferentes canais de atendimento. É importante “cercar” cada estudante com serviços de conveniência e interações que fortaleçam o vínculo com os colegas e com a instituição.

Sendo assim, procure monitorar indicadores de reclamações, atendimentos, engajamento e reputação da marca, tanto na internet, quanto nos canais telefônicos. Com a tecnologia adequada, é possível interligar todos estes recursos para que o relacionamento com o aluno seja sempre coerente e eficaz.

O CRM Educacional, por exemplo, pode ser integrado ao seu PABX e as ferramentas de automação de marketing, como a RD Station, oferecendo informações mais completas sobre os movimentos dos alunos.

Também gerencie grupos de turmas nas redes sociais, estimule o debate e participe dele. Trata-se de uma via de interação bastante prática e muito usada pelos alunos, para diminuir a sensação de isolamento, comum nos cursos à distância. Aproveite e organize encontros da turma nos pólos de apoio, estimulando a socialização.

Adotando essas estratégias, que produzem resultados tanto no curto quanto no longo prazo, seu curso a distância garante vantagem competitiva e a lucratividade necessárias ao sucesso da operação. Se você tiver o interesse de usar a tecnologia a favor da sua instituição, baixe agora o nosso manual do cliente e saiba mais sobre as diversas vantagens de um CRM Educacional.

Sobre o autor:

Daniel Antonucci CEO e Co-Founder na CRM Educacional, empresa especializada em Captação, Permanência e Fidelização de Alunos, também atua como docente em cursos de MBA de Marketing e de Tecnologia da Informação e realiza palestras em diversas Faculdades e Universidades pelo Brasil. Possui formação em Inovação e Empreendedorismo em Stanford, MBA em Marketing pela ESPM e Mestrado em Gestão pelo Centro Paula Souza, onde desenvolveu pesquisa sobre Modelos de Maturidade de Gestão Acadêmica em Instituições de Ensino Superior, além de especialização em ferramentas de CRM como o Dynamics CRM da Microsoft. Atua também no Conselho de Administração de empresas de marketing e tecnologia.

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