Novo Ensino Médio – o que irá mudar?

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novo ensino médio

Em 2017 foi aprovada a alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBI) por meio da lei 13.415, que propõe mudanças no ensino médio das escolas públicas e privadas de todo o país.  

Entre as mudanças, estão o aumento das horas letivas anuais, a mudança no objetivo do próprio ensino médio, nova grade curricular e ensino voltado para a formação profissional. A proposta inclui:  

  • menor número de aulas expositivas; 
  • maior participação dos alunos; 
  • aumento de projetos, atividades práticas, cursos e oficinas. 

Com a unificação do currículo escolar em nível nacional, o Ministério da Educação (MEC) pretende alinhar a aprendizagem dos estudantes das redes pública e privada de todo o território nacional, diminuindo a defasagem do conteúdo e as desigualdades regionais e de percurso de formação.” 

  
Sendo assim, o novo ensino médio promete preparar os alunos não somente para a faculdade, mas também para o mercado de trabalho.  

O que é o Novo Ensino Médio?

adolescente estudando no novo ensino médio

Resumidamente o novo ensino médio é uma mudança no modelo de aprendizagem no ensino médio das escolas públicas e privadas.  

Desde a alteração da lei, as instituições de ensino básico vêm desenvolvendo estratégias e ações para se adaptarem a essa nova realidade.  

Nesse cenário, ainda este ano, todos os alunos terão a oportunidade de terminar o ensino médio com uma formação técnica e profissionalizante. Ou seja, já entra em vigor em 2022 para os alunos do primeiro ano e até 2024 estará em todas as turmas do país.   

Desta forma, o aluno receberá o certificado de conclusão do ensino médio juntamente com o diploma de uma área específica escolhida pelo próprio aluno.  

Mas o que as escolas precisam fazer para se adaptar a este novo cenário? 

Como vai funcionar o Novo Ensino Médio?

Com as alterações na lei, as instituições de ensino precisaram mudar a sua estrutura curricular até março de 2022.  

O Novo Ensino Médio será dividido de acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de caráter obrigatório, e Itinerários Formativos (Trilhas de Aprendizagem), escolhidos pelos próprios estudantes.  

As mudanças serão graduais e realizadas por série:  

2022: implantação para o 1º ano do Ensino Médio (BNCC); 

2023: implantação para os 1º e 2º anos do Ensino Médio (BNCC); 

2024: implantação para todas as séries do Ensino Médio (BNCC para 1º e 2º anos e Itinerários Formativos para o 3º). 

Uma das principais mudanças é em relação a carga horária como mencionamos no início, que foi saiu de 2.400 para 3.000 horas, que deverão ser divididas ao longo dos três anos do ensino médio.  

Além dessas 3.000 horas, 1.800 deverão ser voltadas à formação básica dos estudantes, ou seja, esta parte da grade curricular vai ocupar 60% do total de horas letivas. E as 1.200 horas restantes serão destinadas para aprofundar o aprendizado e ampliar o crescimento pessoal dos alunos. Isso significa que se no antigo ensino médio os alunos tinham em média, 4 horas de aula, agora passarão a ter de 5 horas.  

As disciplinas atuais (tradicionais) serão levadas para a sala de aula como áreas de conhecimento. Esse formato é muito comum em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).  

O novo formato de divisão das áreas de conhecimento são:  

  • linguagens e suas tecnologias; 
  • matemática e suas tecnologias; 
  • ciências da natureza e suas tecnologias; 
  • ciências humanas e sociais aplicadas; 

Apenas para esclarecer que nenhuma das disciplinas abordadas atualmente em sala de aula serão removidas da grade curricular. A mudança é que no novo modelo de ensino médio, elas serão trabalhadas de maneira integrada. 

Como os itinerários formativos serão escolhidos pelos próprios alunos, eles terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em uma ou duas áreas que tenham interesse. Desta forma, as escolas precisam oferecer, pelo menos, duas opções de itinerários que os alunos podem escolher.  

Os outros 40% do currículo são preenchidos pelos chamados Itinerários Formativos. É aqui que entra a flexibilidade: trata-se de uma formação à parte que o estudante escolherá a partir de suas preferências e intenções de carreira. 

Mudança para os professores com o Novo Ensino Médio

professores para novo ensino médio

As mudanças não ocorrerão apenas para os alunos, os profissionais da educação principalmente os professores precisarão se replanejar para as aulas de uma maneira mais integrada de acordo com todas as alterações incluindo as diferentes áreas de conhecimento e as disciplinas. 

Para o itinerário informativo será permitido a atuação de profissionais da área, reconhecidos pelas instituições de ensino para ministrar conteúdos relacionados a sua experiência profissional. Como por exemplo, um engenheiro poderá dar aula no curso técnico de Edificações. 

Além disso, terão uma flexibilidade maior no currículo, com conteúdo integrado em áreas do conhecimento e a oferta de itinerários formativos, que permitem ao aluno se aprofundar nas áreas em que mais se identifica.  

Vantagens e Desvantagens

A implementação das mudanças do Novo Ensino Médio traz benefícios para tanto para os alunos quanto para os professores. O maior benefício encontrado hoje é proporcionar mais tempo para que os alunos possam aprofundar em conhecimentos específicos e de seu interesse que são importantes para o futuro profissional que cada um escolher. 


Além disso, ainda contribui com o desenvolvimento da carreira dos alunos, já que as escolas deverão priorizar atividades que promovam a cooperação, a resolução de problemas, o desenvolvimento de ideias, o entendimento de novas tecnologias, o pensamento crítico, a compreensão e o respeito. 

Apesar do mercado e da sociedade sempre considerarem como premissas importantes na formação de qualquer cidadão e profissional, não eram obrigatoriamente aplicadas no modelo antigo de ensino. 

 
Outro benefício é o de proporcionar menos aulas expositivas (modelo tradicional) e desenvolver mais projetos, oficinas, cursos e atividades práticas e significativas.  

Um relatório de percepção de alunos em escolas piloto do SESI que já tiveram o Novo Ensino Médio aplicado em parceria com o SENAI, mostra satisfação em grande maioria com o novo modelo.  

Uma pesquisa feita e publicada pela CNI mostra que nove, em cada dez alunos participantes do projeto-piloto, estão satisfeitos com as novas mudanças. Na percepção desses alunos, a experiência do Novo Ensino Médio é positiva em todos os aspectos analisados. 

 
Para os professores, a mudança mais significativa é a abertura de leque de possibilidades em relação à contratação, com a inclusão dos profissionais da área para o itinerário de formação profissional e técnica. 

Atualmente Coordenadora de Marketing na CRM Educacional. Possui 6 anos de experiência na área de comunicação e marketing e 2 anos na área de educação. É formada em Publicidade e Propaganda pela PUC Minas, possui MBA em Marketing e Vendas pela PUC Minas.

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