(31) 2531-3161
WhatsApp
modelos de negócio

Modelos de Negócio para a Educação

Que a crise mundial de saúde mudou a forma que o consumidor se relaciona com as empresas e produtos que consome, não é mais novidade. Mas será que diante deste cenário a sua instituição de ensino está preparada para entregar aquilo que o candidato e aluno estão buscando? 

Na 5° edição do CRMaker Summit tivemos uma palestra sobre Modelos de Negócio para Educação: Como posicionar sua IES em meio a tantas mudanças de comportamento e consumo, em que o CO-Founder e CEO da CRM Educacional, Daniel Antonucci, trouxe um panorama sobre este tema. 

No artigo abaixo estará listado os principais pontos falados durante a apresentação. Continue a leitura para se preparar ainda mais para as mudanças que estão ocorrendo e entregar cada vez melhor o que o seu cliente está buscando. 

Qual o cenário do mercado educacional? 

A expectativa no início de 2020 era que teríamos um ano promissor, mas com a chegada da pandemia e do isolamento social a realidade foi bem diferente. Os grandes desafios do ano, segundo o próprio Daniel Antonucci foram: 

• Diminuição da Captação; 

• Aumento da Evasão; 

• Aumento da Inadimplência; 

• Adiamento do ENEM; 

• Queda de quase 30% no ingresso de novos alunos. 

Em 2021, apesar da esperança que tivemos com a diminuição dos casos de infecção e morte pelo coronavírus, logo pudemos perceber que não estávamos perto de findar a crise de saúde e econômica, pelo contrário, a segunda grande onda de casos foi ainda de maior impacto para saúde dos brasileiros. Diante disso, o mercado educacional precisa trabalhar de acordo com as novas previsões, que segundo a pesquisa “Observatório da Educação Superior: análise dos desafios para 2021”, são elas: 


• 38% dos alunos vão adiar o ingresso para 2021/2; 

• 13% dos alunos vão adiar para 2022; 

• 46% dos alunos que pretendem ingressar em 2021, preferem o EAD x 33% que preferem o presencial. 

Apesar do cenário negativo, o ensino superior no Brasil tem muito espaço para crescer. Para alcançar esses potenciais alunos, uma das dicas fundamentais é se atentar para as novas tecnologias que estão surgindo, pois com elas novos modelos de negócios também vão aparecer. 

Quais são as tecnologias que estão em alta? 

Se você é da área de Tecnologia da Informação ou se conhece pelo menos um pouco sobre o assunto, nenhuma das tecnologias citadas aqui serão uma surpresa. Em uma pesquisa realizada pelo World Economic Forum a respeito do futuro do trabalho, foram listadas algumas tecnologias que provavelmente serão adotadas até o final de 2025.  

A lista cita ao total 16 tecnologias e as três que terão maior aderência, ou seja, que provavelmente serão mais utilizadas até lá são Cloud ComputingBig Data Analytics e Internet of Things and connected devices.  

É possível encontrar muita informação sobre essas tecnologias na mídia, mas aqui falaremos como elas estão influenciando o mercado educacional e quais novos modelos de negócio surgiram com a crescente utilização das mesmas. 

Quais são os modelos de negócios educacionais e como estão sendo utilizados?

Com a maior aderência às tecnologias, a jornada do estudante também foi modificada. Se é comum a cultura da inovação, a experiência do aluno com a sua instituição desde que ele entra em sua base como um lead tem se tornado muito mais ágil e dinâmica.  

Entretanto, é fundamental pensar na aplicação das tecnologias também após a efetivação da matrícula, pois a permanência deste aluno só será possível se a experiência dele permanecer satisfatória. 

Pensando nisso, listamos alguns dos modelos educacionais que o Daniel Antonucci citou em sua palestra: 

Mensalidade por curso (recorrência) 

Esse é o modelo utilizado na educação há anos, que é o da mensalidade por curso. Atualmente, vem sendo bastante explorado por outros ramos de negócio. A Netflix e o Spotify são nomes chaves que pensamos sempre que falamos sobre esse modelo de mensalidade, na economia da recorrência. 

A educação, no entanto, sempre teve esse modelo ativo, ou seja, enquanto o aluno pagar uma mensalidade, poderá frequentar as aulas. O que difere as instituições de ensino em relação as empresas inovadoras do mercado, geralmente são as métricas utilizadas para entender a saúde do negócio. 

Não entraremos em detalhes sobre as métricas, pois isso é um assunto tão abrangente que precisaremos de outro momento para isso. Mas, citando aqui alguns exemplos importantes são: Ticket Médio, CAC (Custo de Aquisição do Cliente), LTV (Lifetime Value), MRR (Monthly Recurring Revenue), Churn Rate e NPS (Net Promoter Score). 

Mensalidade por portifólio (recorrência)

Exatamente porque o modelo anterior é utilizado há muitos anos, ele pode estar mais perto de se esgotar. Um dos modelos para inovação, ainda utilizando a economia da recorrência, seria a mensalidade por portifólio.  

Nesse modelo o aluno não paga por curso, mas sim pelo acesso a um catálogo. Ainda é um modelo pouco utilizado e ainda não indicado para a educação formal, visto que não é um modelo aprovado pelo MEC. Entretanto, é muito utilizado para a capacitação profissional, seja ela patrocinada pela empresa ou até mesmo pelo próprio aluno. 

Modelo de sucesso compartilhado

É um modelo que já está sendo bastante explorado em outros países, mas no Brasil ainda pouco desenvolvido. Neste modelo o aluno tem a garantia de que o investimento dele não será em vão, pois ele somente começará a pagar a mensalidade para a instituição de ensino quando conseguir um emprego na área. 

É um modelo muito inovador e precisa de bastante estudo para ser aplicada. Se for bem estruturado, pode trazer para a instituição um crescimento considerável. Prova disso é a Trybe, escola de programação brasileira, que utilizando este modelo de um intake para outro subiram de 100 alunos para 600. 

Modelo de escolas corporativas

Esse modelo também já existe há muitos anos, mas tem sido mais explorado atualmente. Neste modelo, a empresa determina o perfil e atribuições do profissional que precisa e as instituições promovem o curso para formar profissionais capacitados para aquela empresa. 

Todo o conteúdo do curso é planejado especificamente para a necessidade da empresa, reduzindo também o tempo de capacitação em relação aos cursos genéricos que o mercado já possui. 

Modelo de certificação por nanodegrees 

É um modelo que tem ganhado muito espaço. Nele, o aluno determina os conteúdos a serem consumidos, ou seja, o aluno tem autonomia completa sobre o seu aprendizado, que ocorre por projetos. 

A ideia aqui é explorar as demandas do mercado em pequenos degraus de aprendizagem. Os projetos são desenvolvidos pelos estudantes e revisados por especialistas da área, o que ajuda ainda mais o desenvolvimento das habilidades. 

Bem, agora você já tem uma base de conhecimento a respeito do tema, mas esse assunto foi mais detalhado pelo Daniel Antonucci na palestra de Modelos de Negócio para Educação: Como posicionar sua IES em meio a tantas mudanças de comportamento e consumo.  

De todo modo, aqui na CRM Educacional estamos sempre atentos aos modelos que estão surgindo e as diferentes formas de aplicação das tecnologias no dia a dia das instituições. Afinal, o sucesso do nosso cliente é a diretriz principal do nosso negócio. 

Produzido por Thaís Venzel, Customer Success Manager na CRM Educacional

Sobre o autor:
Convidado
Mais Recentes
COMPARTILHE:

Outras notícias Mais relevantes Últimos dias