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Como a diversificação do ensino minimiza os efeitos da crise na educação superior

Como a diversificação do ensino minimiza os efeitos da crise na educação superior

Publicado em 26 agosto 2020 e escrito por

Que a atual pandemia tem afetado a economia não é novidade, não é mesmo? Muitos acreditam que um dos setores mais prejudicados é o da educação privada. Além da dificuldade em manter os alunos matriculados neste cenário de distanciamento social e instabilidade financeira, o corte de R$4,2 bilhões no orçamento previsto pelo MEC para 2021 deve gerar uma nova crise para o setor.  

Para tentar diminuir os impactos nas instituições privadas, existe inclusive um projeto de lei para tentar assegurar a continuidade das atividades no ensino superior. Afinal, a inadimplência e a evasão aumentaram de maneira muito significativa, prejudicando a saúde financeira das instituições. Portanto, para superar esta situação, a educação privada deve buscar pela ampliação de receita, diversificando o ensino.   

A CRM Educacional, como apoiadora do mercado educacional vem realizando uma série de conteúdos de benchmark entre as instituições, além é claro dos serviços e produtos que oferece com o intuito de apoiar a captação e permanência dos alunos.   

O que os indicadores apontam  

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Semesp, a taxa de evasão no mês de maio subiu 14,2% em comparação com 2019 e a de inadimplência aumentou 51,7%. Mas a inadimplência e a evasão não são os únicos desafios das instituições, pois a captação neste ano também está consideravelmente menor em relação ao ano anterior. 

Estudos da CRM Educacional sobre a captação do ensino superior mostram que as inscrições na Graduação diminuíram cerca de 10% e as matrículas aproximadamente 20% – entre os meses de abril e agosto de 2020 comparados com os dados do mesmo período de 2019. 

A queda expressiva se dá especialmente na graduação presencial. Para esta modalidade, as inscrições estão 11% abaixo e ainda estão convertendo menos para matriculados – diminuição de 5%. Como consequência inevitável, menos alunos estão dispostos a ingressar na graduação presencial – o número de matriculados sofreu, até agora, uma queda de 38%. Já na graduação online o impacto é menor, o número de matriculados está apenas 5% abaixo do mesmo período do ano anterior. 

Neste cenário, a pós-graduação ganhou nova atenção das instituições, como uma alternativa para diminuir o rombo financeiro. As inscrições estão 17% acima e o número de matrículas está em linha com o processo seletivo passado, o que não é ruim, especialmente porque para a grande parte das instituições, a captação da pós-graduação ainda se estende nos próximos meses. O panorama da modalidade online é ainda melhor, pois a conversão de inscritos em matrículas já cresceu em 19%, gerando um crescimento nas matrículas superior a 100%. 

Aproveite a oportunidade 

O home-office, a redução da jornada de trabalho, ou até mesmo o fato de que os autônomos muitas vezes não conseguem exercer suas atividades, são fatores que geram novas oportunidades de aprendizado. Pois estes profissionais podem aproveitar o tempo livre para se dedicar a aumentar seus conhecimentos.  

Aliado a este cenário, as pesquisas apontam que os cursos de pós-graduação contribuem não apenas para a colocação dos profissionais, como também para o aumento do salário. Reforçando, portanto, que a busca pela especialização é uma boa opção para àqueles que precisam se recolocar ou temem o desemprego. 

 A 54ª edição da Pesquisa Salarial, realizada pela Catho Educação mostrou que aqueles que atuam em cargo de diretoria e possuem uma pós-graduação ou MBA chegam a receber mais de 47% que aqueles que não possuem. A diferença também se dá em outros cargos. Para os que ocupam a posição de coordenador por exemplo, o aumento é ainda mais expressivo, supera 50%.  

Como consequência, a busca por estes cursos cresce e torna-se a saída para as instituições que sofrem com a baixa de ingressantes na graduação neste cenário adverso da pandemia.  

A Universidade Positivo, cliente da CRM Educacional, corrobora com esta ideia e tem ganhado um fôlego devido ao aumento de matrículas nos cursos de especialização, sendo, inclusive fonte de uma matéria falando sobre tema, onde declarou que “o isolamento social fez muita gente repensar seus papéis e temos visto pessoas buscando especializações de áreas totalmente diferentes das originais para permitir mudanças orientadas e sustentáveis para o futuro”.

Conheça as estratégias das instituições privadas para se manterem ativas no mercado 

Para aumentar a captação dos cursos de especialização, muitas instituições que até então não trabalhavam com o EAD passaram a ofertar esta opção, além de manter os cursos presenciais com as aulas remotas enquanto a pandemia perdurar.   

Outras instituições, como a IED – Istituto Europeo di Design – apostam nas parcerias com empresas para garantir a praticidade dos cursos e atrair alunos. Gianfranco Pisaneschi, diretor da instituição compartilhou esta informação para a Revista do Ensino Superior: “Em todos os nossos cursos temos uma empresa parceira. A Levi’s, por exemplo, apadrinhou o curso de pós-graduação em Marketing e Comunicação de Moda e propôs a solução de diversos problemas. Nissan, Amaro, Dafiti e Casa Cor são outros exemplos de empresas com as quais trabalhamos em conjunto. Também devemos fechar com o Uber em breve”, contou.  

A Celso Lisboa também aposta na praticidade de seus cursos. Seus alunos desenvolvem projetos reais para garantir maior aderência ao mercado de trabalho.  

Uma outra estratégia utilizada é trabalhar a pós-graduação com programas modulares, desta forma o aluno se organiza para estudar de acordo com sua disponibilidade. Foi o que fez o Instituto Mauá de Tecnologia.  O coordenador da pós-graduação Julio Cesar Lucchi explicou nesta matéria como este programa funciona “O aluno não tem mais a obrigação de ficar na Mauá por mais tempo do que precisa. Ou seja, em vez de fazer o curso de especialização de uma vez, ele pode optar por fazer apenas um módulo, de 120 horas, e sair com um certificado de atualização. Se fizer o segundo módulo, ele sai com um certificado de aperfeiçoamento e, finalmente, se concluir o terceiro, ele se torna um especialista. Os três somados dão 360 horas”.  

Outra ação que tem sido comum é a aposta nos cursos de extensão gratuitos como um chamariz. Eles funcionam como uma espécie de degustação, tanto no que diz respeito ao conteúdo quanto no que diz respeito à experiência do ambiente digital onde acontecem os cursos de modalidade a distância. 

Já a Belas Artes aposta em uma estratégia simples, mas que vem dando muito resultado. “Nós estamos apostando no relacionamento mais próximo com o nosso candidato, inclusive trocamos o e-mail marketing padrão para e-mails sem templates, enviados em nome do consultor. Os coordenadores também estão apoiando fortemente neste relacionamento e tem feito a diferença”, explicou André Bolorino, gerente de planejamento e captação da instituição.

São vários exemplos de sucesso que nossos clientes estão implementando e que temos visto bons resultados. 

Independente da estratégia que a sua instituição esteja adotando ou queira adotar, diante do atual cenário de incertezas, é de extrema importância que aproveite esta demanda da pós-graduação e novas formas de aprendizado para diversificar suas ofertas e manter seus alunos matriculados. Além de ser uma forma de atenuar o cenário de crise, pode surgir daí uma forma de identificar outras oportunidades até então não avaliadas. 

Sobre o autor:

Michele Amaral Head of Customer Sucess na CRM Educacional, empresa especializada em CRM para Instituições de Ensino, além de ser apaixonada por educação. Formada em Comunicação Social pela Puc Minas, possui MBA em Marketing Digital pelo B.I International e atualmente cursa o MBA de Gestão de Negócios no Ibmec. Com 10 anos de experiência em captação, retenção e fidelização de alunos, atuou nas áreas de marketing comercial em diferentes instituições de ensino pelo Brasil, como FGV, Ibmec e Adtalem.

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