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Geração Y no mercado de trabalho: Qual o papel da IE

Publicado em 26 setembro 2014 e escrito por

A Geração Y tem mostrado muito sua força atualmente. Desde as manifestações, onde milhões de jovens saíram as ruas de todo o país para expressar suas insatisfações, até as mídias sociais, em que mesmo no conforto de seus lares, conseguem ter acesso à informações, fazer questionamentos com sua rede de relacionamento e cobrar seus direitos quando são infringidos.

Realmente a internet trouxe muita força para essa geração nascida entre a década de 80 e meados de 90. Entretanto, boa parte destes jovens apresentam uma dificuldade em comum, sua incerteza no mercado de trabalho.

Um estudo feito pela YCoach mostra que muitos jovens não tem segurança no início de sua vida profissional, o que os leva a procurar um coaching e aconselhamento de carreira. A tabela abaixo mostra os principais motivos que levam os jovens desta geração a estes “consultórios modernos”:

Te convidamos a pensar um pouco mais sobre sua relação com essa etapa da vida de um aluno da Geração Y e em como isso pode refletir na sua marca e nos seus resultados a médio e longo prazo.
Mas será que você, gestor de marketing educacional, e sua IES podem auxiliar estes jovens da Geração Y nesse momento tão deliciado de sua vida? Será que dar apenas a teoria é o bastante para afirmar que os prepara o mercado de trabalho?

Vamos lá…

Quando um aluno formado, com ótimas notas, que cumpriu toda a carga horária obrigatória e as atividades extras propostas como palestras e cursos, que estudou em uma IES com os melhores professores, bem conceituada no MEC, se inicia no mercado de trabalho, entende-se que ele esteja bem preparado para este desafio, correto? EM PARTES! Será mesmo que apenas a teoria é capaz de construir um profissional?

Quando a IES apresenta palestras e/ou cursos como no exemplo acima, já é um fator positivo na preparação deste aluno, mas possivelmente não seja o bastante, pois ainda estamos no campo da teoria.

Mas como preparar seus alunos da Geração Y para o mercado de trabalho então?

Bom, agora sim chegamos a um ponto interessante. Logo logo falaremos o que sua IES ganharia com isso mas agora, vamos ao trabalho:

E se seus alunos da Geração Y já tivessem experiências profissionais antes mesmo de se formar? Se eles já fossem vistos pelo mercado como profissionais antes de ter o diploma em mãos. Já pensou no efeito que isso teria na vida dos pertencentes a Geração Y? Começar sua carreira já com experiência na área em que escolheu atuar, até porque achar um estágio em que realmente coloque em prática o que aprendeu não é lá das tarefas mais simples.

Ai voltamos a pergunta: Mas como?

Aqui vai uma dica, mas nada impede que você inove e crie outras alternativas para auxiliar seus alunos da Geração Y na sua inserção no mercado de trabalho, sem nunca esquecer de ouvir suas necessidades para ai sim criar uma estratégia.

Vamos pegar como exemplo o curso de administração. O que acha de criar uma empresa júnior em sua IES? Projetos REAIS em que seus alunos da Geração Y, os funcionários desta empresa júnior, seriam realmente contratados por empresas REAIS, para que assim, possam colocar em prática o que aprenderam e começar a lidar com as condições e exigências do mercado. Aprenderiam a trabalhar em grupo, com organização e hierarquia, já que pode se instituir níveis nestes projetos ou até mesmo na própria empresa júnior, onde teríamos, por exemplo, um Diretor, Gerente de Projetos, Gestores e etc.

Seus alunos da Geração Y atuando no mercado, se tornando profissionais de qualidade e reconhecidos por isso!

E o que sua IES ganha com isso?

Agora sim falaremos de resultado. Não vamos falar de custos e nem de valor de investimento, vamos falar de ROI (Retorno do Investimento).

Nesse exemplo da empresa júnior, você criaria esta célula dentro da sua IES para que seus alunos da Geração Y atendessem as necessidades de clientes “reais”, atuantes no mercado. Ganhariam experiência e conhecimento, já que aliariam a teoria e a prática, combinação perfeita para eles. As empresas ganhariam um trabalho de qualidade e profissionais avidos para mostrar capacidade e resultados que são fruto de trabalhos cada vez mais criativos, por um preço mais acessível ao mercado. E a sua IES? O que ganharia com isso? Vai ai a lista de vantagens que você ganha com isso:

  • Reconhecimento do mercado: Com sua empresa júnior atuando e gerando resultado para os clientes, sua IES passa a ser vista como formadora de bons profissionais;
  • Captação de Alunos: Se o mercado te reconhece como formador de profissionais, quem quer ser um bom profissional certamente irá te procurar;
  • Retenção de Alunos: Um aluno que coloca seu conhecimento em prática e enxerga os resultados de seu esforço tem uma tendência muito menor a abandonar sua IES;
  • Fidelização de Alunos: Alunos satisfeitos com a experiência que você proporcionou a eles, certamente passarão essa imagem para frente, influenciando seu rede de relacionamento e conquistando novos futuros alunos para sua IES;
  • Parcerias: Com a imagem construída com este projeto sua IES certamente atrairia mais investimento, seja ele financeiro ou de pessoal, onde profissionais atuantes no mercado seriam recomendados a buscar educação continuada em sua instituição de ensino;

E o que você precisa investir? O valor é irrisório ao se comparar com o ROI que você terá, já que o investimento que as empresas fariam na contratação da empresa júnior seria reinvestido na manutenção e melhoria deste seu projeto. Um ciclo auto-sustentável, já que a própria produção dessa célula é o que a sustentará, atraindo recursos para sí.

O que acha dessa solução? Você acha que seus alunos da Geração Y já estão seguros para se aventurar no mercado de trabalho? Sim? Não?

De qualquer forma, vamos conversar mais sobre isso.

Sobre o autor:

Daniel Antonucci CEO e Co-Founder na CRM Educacional, empresa especializada em Captação, Permanência e Fidelização de Alunos, também atua como docente em cursos de MBA de Marketing e de Tecnologia da Informação e realiza palestras em diversas Faculdades e Universidades pelo Brasil. Possui formação em Inovação e Empreendedorismo em Stanford, MBA em Marketing pela ESPM e Mestrado em Gestão pelo Centro Paula Souza, onde desenvolveu pesquisa sobre Modelos de Maturidade de Gestão Acadêmica em Instituições de Ensino Superior, além de especialização em ferramentas de CRM como o Dynamics CRM da Microsoft. Atua também no Conselho de Administração de empresas de marketing e tecnologia.

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