Como os financiamentos estudantis podem auxiliar na captação e permanência de alunos em nosso contexto econômico

As inscrições para o enem começaram no dia 6 de maio, dentre um turbilhão que pode transformar a educação no país: o corte de verbas de funcionamento das instituições federais de ensino de nada menos do que 30%.

Este corte representa um enorme abismo no que diz respeito à acessibilidade ao estudo de diversas camadas da população e, de certa forma, um retrocesso. Mas há como se posicionar a favor da educação no Brasil mesmo quando se trata do setor privado de ensino superior. 

A partir de agora, o foco dos processos de captação de alunos, poderá se tornar um pouco diferente – seguir por outro caminho e atingir novos públicos, novos pensamentos e novas condições.

Isso por que muitos alunos que não conseguirão concluir seus cursos em instituições públicas vão procurar por opções privadas para não deixar de estudar – e claro que isso vai demandar da sua IE modelos de inclusão que envolvem descontos e financiamentos.

Afinal, uma grande parte dos alunos matriculados nas universidades federais são parte da população mais carente e há uma reticência em investimentos de longo prazo no contexto econômico atual que atinge em específico, estas pessoas.

Uma reflexão sobre o impacto desta decisão sobre a sociedade:

Os impactos sociais dessa decisão não impactam apenas o panorama do ensino superior, e sim toda a sociedade. A universidade não trabalha para a universidade, e sim para o conhecimento.

Como seria a vida sem o trabalho acadêmico? Como seria a produção de conhecimento no Brasil sem os avanços tecnológicos impulsionados pelas universidades federais? Estes são os questionamentos que têm incomodado estudiosos e responsáveis pela educação acessível no Brasil.

E como a minha IE privada pode contribuir neste panorama?

Como foi falado anteriormente, há uma previsão de que os alunos pertencentes a universidades públicas não possam concluir seus cursos na instituição onde estão matriculados e que o número de vagas a serem preenchidas pelo sistema Sisu sejam drasticamente reduzidas.

Muitos desses alunos vão procurar instituições privadas tomando um cuidado especial no que diz respeito ao investimento – aliás estamos em período de transição não apenas no mercado educacional, mas em toda a economia.

E o questionamento é: o que a sua IE pode oferecer para este aluno? Descontos, financiamentos e benefícios podem ser indispensáveis para a decisão de se matricular na sua IE e fazer com que o aluno permaneça na sua instituição até o momento de pegar o diploma de conclusão de curso.

As opções mais conhecidas de financiamentos são os governamentais, oferecidos pelo Ministério da Educação: Fies e ProUni.

Como estes financiamentos governamentais funcionam?

  1. ProUni:

Programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudos integrais ou parciais (50%) para o ensino superior, para graduação e formação específica. Funciona por meio de processo seletivo regular e ocupação de bolsas remanescentes.

Esta modalidade exige que o candidato tenha renda familiar mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial, até 3 salários mínimos e meio por cabeça.

Além disso, é necessário que o candidato tenha cursado o ensino médio na rede pública de educação ou, como bolsista em colégio privado, ser portador de deficiência ou professor da rede pública de ensino em exercício da profissão.

  1. Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)

Também é um programa do ministério da educação, que tem como objetivo oferecer bolsas de financiamento em instituições privadas, que variam entre duas modalidades: juros zero e conforme a renda familiar do candidato.

A primeira modalidade se destina a estudantes que têm renda per capita mensal de até três salários mínimos. A segunda modalidade, um pouco mais flexível, abrange alunos com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos.

Mas este corte na educação não irá interferir em financiamentos estudantis governamentais?

Em um período de transição econômica e política é possível que ocorram cortes em vários setores – e assim como ocorreram cortes na educação pública, podem acontecer também cortes nos financiamentos estudantis oferecidos pelo governo.

Mas há opções de financiamento estudantil como o Pra Valer e o Fundacred, os quais você pode acessar e procurar saber sobre os termos de parcerias com as IES.

Proteger a geração de conhecimento e a acessibilidade e difusão da educação não pode ser apenas uma responsabilidade exclusiva dos setores públicos, principalmente em períodos de recessão econômica e mudanças políticas.

São dos cenários mais adversos que o aprendizado nasce mais forte e se forma de acordo com novas bases e novos caminhos – e a defesa da educação como evolução social pode ser a nova tendência para a captação de novos alunos e a manutenção da permanência dos mesmos na sua IE.

Quer entrar neste novo contexto gerando impacto positivo? Você pode aprender muito mais sobre captação e permanência do aluno você encontra no nosso blog. Quer falar com a gente? Clique aqui!

CRM Educacional