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Crise na educação pode te colocar em um looping infinito

Crise na educação pode te colocar em um looping infinito

Publicado em 16 março 2016 e escrito por

Nesta primeira semana de março, na qual escrevo este texto, a Folha de São Paulo publicou uma matéria cujo título era “Faculdades particulares terão 500 mil calouros a menos em dois anos”. É claro que eu teria que escrever mais uma vez sobre a crise na educação brasileira!

Bom, como já foi dito na matéria, dois fatores foram responsáveis por este número alarmante: a Crise Econômica do Brasil e a Crise no FIES. Eles também explicam o título desse texto. Sim, essas duas situações juntas fazem com que seus alunos entrem em um ciclo de desamparo tão grande, que quase os deixam sem condições de arcar com os custos de um curso superior. Repare que eu disse quase, por que você é capaz de mudar isso e eu vou te mostrar como ao longo deste texto.

É claro que esse cenário não acontece com toda a sua base de alunos, apenas com aqueles de menor renda, que necessitam de auxílio para pagar por um curso superior, como um financiamento estudantil. O problema é que são justamente esses alunos que geraram todo o crescimento obtido pelas Instituições de Ensino nos últimos 10 anos.

O looping eterno da crise na educação brasileira

Todo aquele lúdico cenário da tal “ascensão da classe C” que vinha sendo pintado há anos atrás, era simplesmente perfeito para o país. Enfim a educação de qualidade não estava mais restrita à apenas uma parte da população, a menor parte diga-se de passagem. As Instituições de Ensino viram seus números de matrículas crescerem estratosfericamente, logo as pessoas conseguiriam empregos melhores por se tornarem especialistas nas áreas que escolhessem e o mercado como um todo também aproveitaria essa mão de obra qualificada. Enfim, um cenário perfeito para o desenvolvimento do país.

Se você é novo no mercado de educação, deve ter se assustado ao ver como nosso país estava tão perto de ser uma grande potência e não mais uma eterna promessa no que tange à educação superior. Agora, se já está nesse mercado há muitos anos, assim como eu, sei que sofreu ao ver o Brasil andar para trás com a diminuição de matriculas, pessoas formadas e consequentemente, resultados.

Pois é, tudo isso seria incrível, mas é só olhar ao nosso redor, acompanhar os noticiários e os resultados de matrícula das instituições para perceber que todo esse projeto caiu por terra. O governo reduziu drasticamente o número de vagas para o FIES. Em 2014, o programa de financiamento estudantil oferecido pelo governo federal atendia 750 mil estudantes de todo o Brasil, já no ano passado, apenas 311 mil foram contemplados com o benefício. Uma queda de 58,5%.

É claro que as Instituições de Ensino iriam sentir esse baque. E aquelas que investiram rios de dinheiro se preparando para a próxima campanha de captação esperando encontrar um mercado ainda sedento? E os investidores? Pois é, sem FIES, muitas pessoas ficaram sem condições de se manter no ensino superior. Eles até poderiam arrumar um emprego para arcar com os custos do seu estudo, mas como conseguir em bom salário sem diploma? Além disso, o país está passando por uma crise econômica fortíssima, por isso ninguém está contratando…

Será que mudanças drásticas em programas do governo, como ocorreu com o FIES, têm lá sua participação nessa crise?

Bem vindo ao looping eterno da crise na educação brasileira!

Enquanto isso as empresas continuam carentes de bons profissionais…

Como sobreviver à crise na educação brasileira

Eu preciso que você enxergue tudo isso um pouco além dos números. Sei que é difícil aceitar esse convite que até chega a ser lúdico, enquanto seu mantenedor te pressiona por resultados, mas a sua Instituição de Ensino tem o poder de mudar todo esse cenário que o país esta passando.

E se você trabalhar para trazer os alunos que evadiram de volta e ainda dar oportunidade para que outros consigam estudar no ensino superior? Você volta a formar bons profissionais, atende à necessidade do mercado de mão de obra qualificada e toda engrenagem volta a rodar rumo ao desenvolvimento do país.

Se você ocupa um cargo dentro de uma Instituição de Ensino e leu este conteúdo até aqui, já entendeu que tem o poder de ser um agente transformador em meio a toda essa crise na educação brasileira. Hora de dobrar as mangas e fazer a diferença, vamos lá?

Pensa comigo: como toda essa crise gira em torno de condições de pagamento, o que você precisa fazer é criar um modelo tão atrativo quanto o que tinha conquistado seus alunos.

Vou te dar algumas ideias de como você pode fazer a diferença:

Existem basicamente duas ações a serem feitas: construir um modelo que atenda às necessidades do seu público e, claro, contar isso à eles.

Dica de ouro nº1:

Seus alunos e possíveis alunos vão continuar fora da sua IE caso não tenham uma melhor condição de arcar com os custos do curso. Então, é seu papel dizer que eles ainda tem uma opção de financiamento.

Existem financiamentos particulares que, mesmo com uma taxa de juros maiores que a do FIES, são uma boa opção quando se pensa no objetivo final: um diploma e um bom emprego! Programas como o PRAVALER podem salvar as suas campanhas de captação de alunos, mas é preciso que você quebre algumas dúvidas e barreiras existentes nos seus alunos, para que eles adotem essa opção e retornem para sua Instituição de alunos. Alguns bancos como Bradesco e Santander também possuem programas de financiamento estudantil.

Dica de ouro nº2

Crie seu próprio modelo de financiamento estudantil!

Eu sei que essa não é uma tarefa fácil, até por que é muito complicado ter um bom caixa em meio a essa crise (olha você preso no looping aí mais uma vez), mas se conseguir reunir condições de criar um programa próprio, a situação ficaria ainda mais atrativa para seus alunos e futuros alunos.

Entenda mais sobre essas soluções lendo este texto.

Dica de ouro nº3

Use a reputação da sua instituição a favor dos seus futuros alunos. Converse com empresários da sua micro região, que serão impactados pela formação de mão-de-obra qualificada, e crie programas de patrocínio com eles, onde um aluno que receberá o beneficio do custeio de seus estudos, se compromete a, depois de formado, custear o estudo de um novo futuro aluno. Isso gera uma corrente do bem sem tamanho.

Dica de ouro nº4

Você sabia que as grandes instituições de ensino americanas possuem, como grande parte de seu faturamento, doações de ex-alunos? Você pode pensar: mas isso só funciona lá! Não é verdade. Funciona a partir do momento que você começar. Insper, em São Paulo, é prova disso. Crie um programa de doação por ex-alunos que encontraram o sucesso e que podem, de uma forma transparente, contribuir para o projeto da sua instituição e acompanhar os resultados alcançados. O importante é começar agora.

Dica de ouro nº5

Conte para o seu público que agora eles podem voltar a estudar!

De que adiantaria formular todo um processo de financiamento(e porque não dizer de inclusão), se os interessados não ficarem sabendo da novidade?

Primeiro me responda uma coisa: onde você armazena os dados dos alunos que você perdeu por conta da crise na educação? Mais do que isso, você sabe me dizer exatamente quantos alunos deixaram sua Instituição de Ensino por conta do FIES ou crise financeira?

Essa informação é crucial para virar esse jogo. Claro, como reconquistar alguém que você nem ao menos sabe quem é? Por isso defendo tanto o uso de um sistema CRM. Com essa ferramenta você consegue acompanhar os movimentos de evasão de cada aluno, podendo agir preventivamente ou entrar em contato com esse aluno no intuito de entender os motivos que estão o afastando da sua IE.

Além de armazenar as informações de seus alunos, é por meio de um sistema CRM que você conseguirá entrar em contato com cada um. É possível disparar uma campanha de emails e SMS informando seu público sobre a novidade ou até mesmo gerar uma lista de ligação assertiva, para que a equipe de call center possa entrar em contato apenas com os alunos que evadiram por conta do FIES.

Então trate de colocar sua capa de super-herói (ou super-heroína) e desenhar uma forma de reconquistar seus alunos e voltar a dar oportunidade para quem precisa.

Eu escrevi esse texto pois acredito muito na importância da educação na formação das pessoas, mais do que isso, no desenvolvimento de todo um país. Se você discorda de algo que disse aqui ou simplesmente gostaria de tecer algum comentário, deixa suas ideias aqui na caixa de comentário ou entre em contato com a gente. 

Um grande abraço.

Sobre o autor:

Daniel Antonucci CEO e Co-Founder na CRM Educacional, empresa especializada em Captação, Permanência e Fidelização de Alunos, também atua como docente em cursos de MBA de Marketing e de Tecnologia da Informação e realiza palestras em diversas Faculdades e Universidades pelo Brasil. Possui formação em Inovação e Empreendedorismo em Stanford, MBA em Marketing pela ESPM e Mestrado em Gestão pelo Centro Paula Souza, onde desenvolveu pesquisa sobre Modelos de Maturidade de Gestão Acadêmica em Instituições de Ensino Superior, além de especialização em ferramentas de CRM como o Dynamics CRM da Microsoft. Atua também no Conselho de Administração de empresas de marketing e tecnologia.

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